20 de julho de 2008

Divorciadas, Evangélicas e Vegetarianas (2008)



A ALAMEDA Cia. Teatral apresenta a comédia do premiado autor venezuelano Gustavo Ott DIVORCIADAS, EVANGÉLICAS E VEGETARIANAS. O espetáculo fez uma bem sucedida temporada no Teatro Lala Schneider, seguida de uma participação no Festival de Teatro de Curitiba e uma curta temporada no Teatro Guaíra – Miniauditório Glauco Flores de Sá brito, onde foi sucesso de público!

O espetáculo, dirigido por Cristóvão de Oliveira, apresenta três mulheres desconcertadas por suas vidas sem rumo, que descobrem na amizade a força necessária para superar suas crises.

Primando-se da linguagem "cartunizada" que caracteriza a ALAMEDA Cia. Teatral, a qual utiliza-se de elementos do nonsense e da animação, inspirados nas Histórias em Quadrinhos, para a criação de cenas com cores fortes e vibrantes, de ação desenhada enquanto movimento e marcação cênica, o espetáculo mergulha no absurdo para narrar esta história, dando continuidade à pesquisa que o grupo faz sobre a obra de Gustavo Ott.

O espetáculo estreou em 14 de Março de 2008, no Teatro Lala Schneider, às 21h, em Curitiba/PR, seguindo participação no 17º Festival de Teatro de Curitiba – FRINGE.

Sinopse

Três vidas. Três mulheres diferentes que, juntas, dão novo sentido ao valor da amizade.
Ao chegar naquilo que julga ser o limite do suportável para si, Beatriz resolve tomar uma dura decisão. De frente para os trilhos do metrô ela quer se jogar... Sem nenhuma perspectiva e enclausurada em sua pouca fé, Meche resolve se libertar. Ali, no escuro do cinema, ela decide prover maravilhas em sua vida... Ao ser preterida pelo amante, que preferiu ficar com a esposa, Glória resolve ir à forra. Perdida no parque, ela quer dar novo rumo à sua vida e seguir em frente...


Ainda para este ano (no segundo semestre), está programado um ciclo de leituras de outros textos deste autor, promovido pela ALAMEDA Cia. Teatral.

Sobre o autor

Gustavo Ott (Caracas, 1963) formou-se em Comunicação Social pela Universidade Católica Andrés Bello (UCAB, 1991). Participou do International Writing Program de la Universidad de Iowa em 1993 e da Residence Internationale Aux Recollets en Paris em 2006. Ganhou o Prêmio Internacional de Dramaturgia Tirso de Molina (1998, Espanha) por "80 Dientes, 4 Metros e 200 Kilos", o Prêmio Internacional Ricardo López Aranda (2003, Espanha) por "Tu Ternura Molotov", 2º colocado no Concurso Nacional de Criação Contemporânea e Dramaturgia Inovadora (Caracas, 2006) por "120 Vidas x Minuto", o Accesit Prêmio de Dramaturgia de Torreperogil (Espanha, 2007) por "Monstros no closet, Ogros embaixo da cama".

Em 2002 e 2003 foi eleito para participar do programa "New Works Now!" do The Public Theater de Nueva York com "80 Dientes…" e "Dois Amores e Um Bicho" e também do Programa de Dramaturgia de La Mousson D'Ete na França e "La Mousson a Paris" da Comedie Française, dirigido por Michael Didym. Em ambas oportunidades com "Photomaton". Em 2005, foi apresentada de novo "Deux Amours..." no Studio de la Comedie Française, dirigida por Vicent Colin durante a Semaine de la Caraibe, organizada por José Pliya.

Suas obras foram traduzidas ao Inglês, Italiano, Alemão, Francês, Russo, Checo, Português, Polaco, Húngaro, Japonês, Grego, Catalão, etc. Sua estréia pública foi com o grupo Textoteatro e a comédia "Divorciadas Evangélicas e Vegetarianas" (1989). A este sucesso, seguiram outras comédias "Apostando a Elisa" (1990) e "Céuzinho Lindo" (1990), peças onde já anunciava esse estilo "raro, divertido e cruel". Em 1992 inaugurou o Teatro San Martín de Caracas, instituição da qual dirige.

Ott escreve para o grande público, mas constrói suas obras com formas complexas, como por exemplo "Querem-me Muito" (1993), duas histórias de amor de duas gerações distintas, armadas como quadros simétricos, "Linda Gatinha" (1992), estreada também nos Estados Unidos, "Nunca disse que era uma Menina Boa" (1992), outra de suas obras mais traduzidas e representadas, também produzida nos estados Unidos em 1997 e que toca no tema da violência juvenil.

A Casa de América de Madrid editou em 2002 "Dois Amores e um Bicho", obra sobre o tema do ódio com a qual inaugura uma nova etapa em seu estilo dramatúrgico, com poucos vínculos com o que havia escrito até esse momento. "Dois Amores..." é imediatamente traduzida ao Inglês, Francês e Alemão, estreando em Caracas em 2004, dirigida pelo autor. Com o título "Deux Amours et une pettite bette" entreou em Lyon, França em dezembro de 2003.

Suas peças já foram publicadas também na Espanha, França, Colômbia, México, Cuba e Venezuela. Em 2006, Dois Amores e Um Bicho foi apresentada em Curitiba/PR, pelo grupo ALAMEDA Cia. Teatral, participando do 2º Ciclo de Leituras Dramáticas – Autores Latinos, realizado pela Fundação Teatro Guaíra, contando com a presença de Gustavo Ott.
Pela ocasião da estréia brasileira de Divorciadas, Evangélicas e Vegetarianas, o grupo pretende trazer o autor novamente ao Brasil, bem como levar o espetáculo para ser apresentado também em Caracas, Venezuela.

Elenco:
Liz Santos
Nina Ribas
Cássia Damasceno

Texto: Gustavo Ott
Tradução e Direção: Cristóvão de Oliveira
Cenografia: Adriana Madeira
Iluminação: Bruno Girello
Contra-regragem: Galvani Junior
Figurino e Maquiagem: Cristóvão de Oliveira
Trajes: Stravaganzza Modas e W. Friends
Preparação Corporal: Lubieska Berg (acompanhamento)
Preparação Vocal: Gabriel Gorosito (acompanhamento)
Sonoplastia: Lucila Seluniaki
Produção: Nina Ribas

Realização: ALAMEDA Cia. Teatral










19 de julho de 2008

Dolores e seus Temores (2006-2008)



Dolores e seus Temores foi um divisor de águas dentro da companhia!

Este foi nosso primeiro projeto viabilizado por meio de incentivo fiscal, através do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, o qual fomos contemplados. E, também, porque marcou a solidificação de nossa pesquisa em teatro para crianças, reforçando nosso propósito em aliar as formas animadas ao trabalho de ator.

Produzir este espetáculo foi singular, pois todos da equipe participaram efetivamente do processo de criação, desde os bonecos até as cenas finais.

Outro fator importante é o imenso carinho que temos por esse espetáculo por se tratar da versão cênica do livro de Gílian Carraro, nossa querida autora de Dolores e seus temores - uma história bem-assombrada.

Este espetáculo permanece em repertório desde então e, em breve, pretendemos voltar em cartaz com reformulações!


Alguém pode imaginar uma menina que não consegue terminar suas brincadeiras porque tem medo de tudo à sua volta? Dorme de luz acesa e até vê monstros debaixo de sua cama? Assim é Dolores, nossa personagem. Mas ela conta com a ajuda de alguém muito especial para contornar este PROBLEMÃO: a sua Tia Lili.

Esta é a história que Gílian criou para retratar os medos concretos e imaginários vividos pelas crianças, identificando caminhos para a superação de um modo altamente lúdico e instrutivo. O livro tem ilustrações de Marcelo Lopes, com diagramação do Estúdio Arte & Design e impressão da Estética Gráfica. Trata-se de um empreendimento independente de Galvani Carraro Júnior – irmão e detentor dos direitos da obra de Gílian Carraro – lançado em 23 de setembro de 2006, na Biblioteca Pública do Paraná.


Em abril de 2006, a ALAMEDA Cia. Teatral foi contemplada com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz. Este Prêmio (de âmbito nacional) foi auferido apenas para oito Companhias de Teatro Paranaenses, sendo quatro de Curitiba, de um montante acima de trezentos projetos enviados pela Região (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais).

Dolores e seus Temores marca uma respeitável etapa no desenvolvimento da ALAMEDA Cia. Teatral.

Através deste importante Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, foi possível transformar em realidade a transposição desta delicada história para o palco, dando um pouco mais de calor às criações tão singelas e tocantes de Gílian Carraro.

Além do mais, essa é uma oportunidade maravilhosa de expor um pouco dos nossos medos e tentar encará-los de maneira decisiva. O medo de errar, sempre presente em nossos dias, fica menor quando encarado de frente.

E a possibilidade em falar de perto para e com as crianças nos faz perceber que estes MEDÕES não passam de medinhos à toa; que o erro é parte do nosso constante aprendizado e do nosso crescimento.

Então, este espetáculo pretende passear por vários lugares, indo e vindo sem muita parada, pois almejamos que ele esteja muito perto das crianças ajudando-as a perceber que gente grande também tem medo, só que – às vezes – disfarça.

Dolores e seus Temores estreou em 26 de Agosto de 2006 no Teatro Cultura – Largo da Ordem, onde realizou também uma curta temporada na Semana das Crianças (de 09 a 15 de Outubro).

Este é um espetáculo com Bonecos, Figuras Coloridas e Sombras voltado, principalmente, para crianças a partir dos 03 anos de idade, com duração de 35 minutos.


O espetáculo realizou apresentações gratuitas para Instituições de atendimento aos carentes como:

ACRIDAS;
Lar Batista Esperança;
Escola de Educação Especial Ali Bark;
Creche Miriam;
Lar de Meninas Santos Dumont;
FAS – Fundação de Ação Social de Curitiba – Regional Cajuru.

Além disso, fez apresentações nos seguintes eventos:

Festival Metropolitano de Teatro de Campo Largo/PR;
Festival de Artes Cênicas de Pinhais/PR;
Festival Metropolitano de Artes Cênicas Eliseu Voronkoff, de Araucária/PR;
Festival de Teatro de São Mateus/PR;
Teatro para o Povo – Centro Cultural Teatro Guaíra, dia 29 de Outubro de 2006;
16º Festival Espetacular de Teatro de Bonecos de Curitiba - Centro Cultural Teatro Guaíra, 2007; FESTENECO - Festa do Teatro de Bonecos - Teatro José Maria Santos, 2007;
Semana da Criança nas cidades gêmeas Porto União/SC-União da Vitória/PR, em outubro de 2007.

Após cada apresentação, convidamos o público presente a “passear” pelo cenário, visitando e conhecendo os bonecos, os bastidores e os segredos da peça, revelando um pouco da magia que o teatro de formas animadas proporciona .

Texto de Gílian Carraro
Adaptação de Cristóvão de Oliveira
Direção de Cristóvão de Oliveira e Lucilla Seluniaki
com: Fernanda Magnani, Galvani Júnior, Carolina Maia e Luciana Dal Ri (depois Lucilla Seluniaki)
Figurino e Maquiagem de Cristóvão de Oliveira
Iluminação de Fábia Regina
Sonoplastia de Adriano Esturilho
Cenografia de Alfredo Gomes
Cenotécnico: Adilson Magrão
Traquitanas de Adilson Magrão e Dalton Nunes
Modelagens de Adriane Klingenfus
Design Gráfico e ilustrações de Marcelo Lopes - Estúdio Arte & Design










14 de julho de 2008

Dois Amores e um Bicho (2006)





Dois Amores e um Bicho foi uma leitura dramática participante do 2º Ciclo de Novas Dramaturgias - Autores Latino-Americanos promovido pela Fundação Teatro Guaíra.


Na ocasião da apresentação, tivemos o privilégio de conhecer o autor, o venezuelano Gustavo Ott, que nos agraciou com três livros de textos seus. Ele apreciou muito nossa leitura dramática, tecendo calorosos elogios a respeito do ritmo e da dinâmica do espetáculo tão parecidos com os que ele imprime na Venezuela.


Nossa leitura deste texto foi fundamentalmente simples, primando pelas indicações dadas pelo autor no que diz respeito à movimentação cênica e sonoplastia. As rubricas foram ora lidas, ora projetadas em off para não tomar partido numa linguagem ou estética de encenação. afinal de contas, tratava-se de uma leitura dramática.


Assim, utilizamos elementos simples que davam conta de retratar aquela família angustiada pelo capitalismo gritante, às voltas com as questões tão contemporâneas de terrorismo e violência.


Esta leitura foi apresentada no Teatro José Maria Santos em 02 de Maio de 2006.

Texto de Gustavo Ott
Tradução de Marialda Gonçalves Pereira
Direção de Cristóvão de Oliveira
com Galvani Júnior, Fernanda Magnani e Carolina Maia
Sonoplastia de Lucila Seluniaki e Marco Koller
Iluminação de Cristóvão de Oliveira














fotos de Elenize Dezgeniski

12 de julho de 2008

São Peters (2005)


Sem saber porquê, não consegue sair. Sem saber como, chega num lugar. Um homem.

São Peters foi o espetáculo em que pudemos levar mais a fundo nossa pesquisa do trabalho de ator. Tudo o que o elenco criou durante o processo de treinamento foi inserido no espetáculo.

Inicialmente, era para ser um elenco inteiro masculino, já que o personagem - desdobrado em cinco personas - é um homem. Como houve uma grande dificuldade em fechar com cinco atores, optamos por chamar atrizes para o trabalho.

Esta modificação na concepção geral do espetáculo nos trouxe um respiro diferente e só agregou às possibilidades dramatúrgicas deste trabalho.



SOBRE A PEÇA

São Peters fala da AMARGA IDA, sobre como ADIAS A SAÍDA, só porque LÁ ERA O AREAL. E não aqui. Lá. E por não ser aqui e agora, estamos sempre refletindo no que foi (no que não foi) e no que poderá ser... eis a busca. Essa incessante busca que nos acende e ascende, às vezes. Outras não. E é dessas outras que São Peters fala.

Em cena, cinco atrizes brincam de ser o mesmo personagem, jogam com a possibilidade de ser um e ser vários. De serem nós. De serem Peters. A cada dia uma combinação nova, a cada dia um espetáculo diferente dependendo do ponto de vista. Cada atriz representa três papéis diferentes que, na verdade, são o mesmo, numa gama de doze combinações no total.

SOBRE O PROCESSO

Criar São Peters é uma aventura deliciosa e instigante. Neste trabalho, colocamos um pouco do que cada um é: um pouco de cada pessoa. Se a cada dia nosso ser acumula o “ser outro”, a cada dia SOMOS mais um pouco do que não éramos.

Nessa empreitada cumulativa, passeamos por diversas referências que nos foram e são úteis no processo. Fomos desde o palíndromo e congêneres – indo e voltando, de trás para a frente, criando e re-criando – até a filosofia existencialista de Kierkergaard e Sartre, percorrendo algumas milhas em torno dos reflexos e das artes visuais e nos inspirando nas mensagens subliminares, sem esquecer das ressonâncias encontradas em Beckett.

Mas, muito mais que isso – eis o melhor dessa nossa viagem – é que tudo foi feito entre um grupo de pessoas que se imbuíram do sabor (amargo ou não) e da vontade que ATRELA e deixa a gente ALERTA para a criação; pessoas que colaboraram desde a menor até a maior parte.

Fico feliz em poder trazer à público um trabalho feito com tanta dedicação e tanto carinho, com esforço desmedido dos que podiam mais ou menos, dos que podiam tudo e dos que nada podiam.

Afinal, estamos aqui. E não lá.


Este Espetáculo estreou em 16 de Novembro de 2005 no Teatro Edson Bueno.
Realizou temporadas no Espaço d'Os Satyros e no Teatro Guaíra - Miniauditório, em dezembro do mesmo ano.

Texto e direção de Cristóvão de Oliveira
com Simon Slompo, Carolina Maia, Luciana Dal Ri, Gisele Henning e Mariana Baldoíno
Orientação Acadêmica de Márcio Mattana
Maquiagem e Figurinos de Cristóvão de Oliveira
Sonoplastia de Adriano Esturilho
Iluminação de Fábia Regina
Operação de Som de Galvani Júnior
Operação de Luz de Cristóvão de Oliveira
Desing Gráfico de Marcelo Lopes
Desenhos de Adriane Klingenfus







10 de julho de 2008

ZY.Verissimo!!! 199,9 MHz (2004/2005)

Esta comédia baseada nas crônicas de Luís Fernando Veríssimo foi nosso terceiro espetáculo e o primeiro onde experimentamos a linguagem "cartunizada" que, mais tarde, aprimoramos.




Z.Y.Veríssimo!!! 199,9 MHz é uma viagem pelo mundo de Luis Fernando Veríssimo, baseados em algumas de suas crônicas, ora bem conhecidas do grande público, ora verdadeiros achados, garimpados em sua vasta obra.

O texto de Max Reinert enfatiza a fina ironia de Veríssimo em nuances cômicas para possibilitar uma visão crítica e inteligente do mundo, do cotidiano e dos homens.





O espetáculo inspirou-se na linguagem dos cartoons, quadrinhos e desenhos animados. Os figurinos são coloridos e vibrantes e os personagens, além de mirabolantes, são carismáticos e engraçados.

"Quando a televisão ainda era uma grande novidade que pouquíssimos podiam usufruir, a rádio era a grande fonte de informação e diversão ao alcance de todos. Neste espetáculo somos transportados a estes velhos e bons tempos, onde era possível ouvir boa música, radio-novelas, programas de auditório, jornais, etc., pelas mãos de Amaro Amaral e sua equipe campeã de audiência, com muito humor, dinamismo e inteligência."

Este espetáculo estreou em 2004 no Teatro Cultura

Participou do Festival de Teatro da Região Metropolitana Eliseu Voronkoff, em Araucária/PR

Participou do Festival de Teatro de Curitiba - FRINGE


Texto de Max Reinert, a partir das crônicas de Luís Fernando Veríssimo
Direção de Lucilla Seluniaki
Elenco 1ª Temporada: Cristóvão de Oliveira, Alex Tietre, Lisânia Silva e Karla Neves
Elenco 2ª Temporada: Cristóvão de Oliveira, Alex Tietre, Alessandra Pujol e Simon Slompo
Figurinos e Maquiagem: Cristóvão de Oliveira
Cenário O Grupo
Iluminação: Lucilla Seluniaki
Sonoplastia: Galvani Júnior

A LOJA DAS MARAVILHAS NATURAIS (2003)

Este espetáculo infantil foi nosso segundo trabalho mas, na verdade, foi o ponto de partida da Companhia. Ficamos debruçados sobre este espetáculo durante dois anos, na busca por desenvolver nossa linguagem estética sobre o teatro de bonecos e formas animadas.


A Loja das Maravilhas Naturais trata das estações do ano e da Natureza, enfatizando as diferenças climáticas entre várias regiões e as estações. Com linguagem acessível, mas não simplista, o espetáculo encanta pelas imagens e pelos personagens.

Três árvores floradas se aventuram na Estações do Ano para cumprir uma importante missão: levar a primavera a regiões brasileiras de seca. Nessa aventura, contam com a ajuda do Senhor dos Tempos e da Senhora dos Ventos que, junto com a Dona Próxima Semana, o Solzinho Gostoso e outros simpáticos amigos, encantam a história.

O espetáculo foi concebido em linguagem de bonecos e formas animadas que se misturam com os atores.


Nas entrelinhas, temos as quatros estações do ano e suas particularidades, as diferenças entre as diversas regiões brasileiras, citações geográficas (cidades, estados, etc.) de maneira a atingir e atender um público diversificado e despertando a curiosidade para eventos naturais, apresentando um conteúdo passível de ser trabalhado em escolas, sendo didático sem ser moral ou maniqueísta.


Este espetáculo estreou em 2003 no Teatro Cultura
Participou da V Mostra da FAP
Participou do Festival Metropolitano de Teatro Eliseu Voronkoff, em Araucária/PR

Texto de Benjamim Santos
Direção de Lucilla Seluniaki
Elenco: Marco Koller, Ana Almeida, Alessandra Pujol, Galvani Júnior, Cristóvão de Oliveira e Lucilla Seluniaki (com a colaboração de Gisele Henning e Stéphany Schuwinski)
Figurinos e Maquiagem de Cristóvão de Oliveira
Bonecos e Cenário do Grupo
Costuras de Zenita Carraro
Operação de Som e Luz de Ana França

ENTRE HÁBITOS (2003)

Este foi nosso primeiro espetáculo, onde já tentávamos aplicar alguns princípios desenvolvidos na nossa pesquisa sobre o trabalho do ator.



Este espetáculo tratava das revelações que se escondem por trás do ser humano através do olhar arredio de duas jovens que se percebem enclausuradas em suas próprias escolhas, em seu próprio destino, mostrando que nem sempre é possível se libertar do que nos incomoda.

E essa luta interior travada por cada uma delas vai além quando se vêem tão próximas e tão dependentes uma da outra, que se tornam ainda mais incapazes de se libertar.


Trata-se de um espetáculo denso que surgiu partindo do trabalho das atrizes, buscando derrubar pré-conceitos em relação às escolhas das pessoas, refletindo sobre como os nossos hábitos podem nos condenar ou nos absolver e como nos vestimos e nos despimos desses hábitos arbitrariamente.



Estreou em agosto de 2003, no TUC - Teatro Universitário de Curitiba

Participou do 2º Rodízio Cultural da FCC
Participou da IV Mostra da FAP



Texto e Direção de Cristóvão de Oliveira
Elenco: Gisele Henning e Stéphany Schuwinski
Iluminação de Danuta Salvatti
Orientação de Rodrigo "Vovô"
Figurinos e Cenário de Cristóvão de Oliveira
Costuras: Zenita Carraro
Contraregragem: Lucilla Seluniaki e Galvani Júnior
Preparação Vocal: Marco Koller